Resumo
A presença, sensação de estar num ambiente virtual, é central na experiência de realidade virtual (RV). Este estudo analisou interações entre sexo e: 1) frequência de contactos prévios com RV, 2) método de navegação (gaze-directed vs. pointing), e 3) eficácia numa tarefa de exploração virtual. Investigou-se ainda se a presença espacial, o envolvimento, o realismo experienciado e a presença global variavam com estas variáveis. Participaram 24 estudantes universitários (18 mulheres, 6 homens), distribuídos sequencialmente por duas condições de navegação. A tarefa, realizada com Oculus Rift, implicava encontrar oito potes num ambiente virtual em 2 minutos. A presença foi avaliada com o Igroup Presence Questionnaire (versão portuguesa). Três MANOVAs 2×2 não revelaram efeitos multivariados significativos (p < .05), embora se tenham observado tamanhos de efeito médios/elevados, principalmente para o sexo e sua interação com a frequência de contacto. Univariadamente, registou-se um efeito significativo do sexo no realismo experienciado (p = .047, ηp² = .183). A reduzida e desequilibrada amostra, a baixa potência estatística e questões psicométricas exigem interpretação cautelosa. Os resultados são exploratórios, necessitando confirmação em estudos futuros mais robustos.

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