Resumo
O componente genético desempenha papel relevante na determinação de diversas características do indivíduo, desde atributos físicos até aspectos comportamentais. Nesse contexto, a genética e a epigenética são fundamentais na formação dos seres humanos. A hereditariedade é amplamente estudada por sua influência em traços comportamentais, como as preferências musicais. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre preferências musicais e hereditariedade, utilizando uma amostra de gêmeos monozigóticos e dizigóticos do Norte de Minas Gerais. Foram avaliadas cinco variáveis de preferência musical em 28 pares de gêmeos monozigóticos e 20 pares de gêmeos dizigóticos. Os resultados indicam um coeficiente Kappa médio de .808 entre os gêmeos monozigóticos e .568 entre os dizigóticos, sugerindo que as preferências musicais são pouco influenciadas por fatores genéticos. Embora a média geral do coeficiente Kappa tenha sido de .741, a análise separada dos grupos revela diferenças marcantes entre os tipos de gêmeos. Adicionalmente, a herdabilidade média calculada foi de 16.74%, classificada como baixa, indicando que os fatores genéticos contribuem de forma limitada para a variação nas preferências musicais. Os fatores ambientais, especialmente o ambiente compartilhado, parecem ter papel predominante nessa característica.

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