Resumo
Uma das evidências nestes trabalhos é que a fadiga mental aumenta a perceção do esforço durante a tarefa que se está a realizar. Diversos mecanismos foram apresentados para explicar este efeito, tanto fisiológicos, quanto biológicos. Outras evidências confirmaram a existência de estratégias mentais e biológicas de adaptação, ampliando as hipóteses de interferência da fadiga mental no desempenho. Estas evidências interferem tanto em atletas de modalidades individuais quanto em coletivas. Este trabalho propõe comparar, nas pesquisas realizadas após 2017, a relação entre os efeitos da fadiga mental e a perceção de esforço entre atletas de desportos individuais (ciclismo) e coletivos (futebol). Buscamos pesquisas na base de dados Web of Science Core e Periódicos CAPES e, por meio de uma revisão sistemática, identificamos relações entre as respostas de atletas de duas modalidades desportivas distintas. Alguns estudos indicaram que a fadiga mental aumenta a perceção de esforço da atividade realizada em ambas as modalidades, sendo que no ciclismo resulta em uma redução da potência critica, e com isso uma distância menor percorrida ao final dos testes, e no futebol, influencia na distância total percorrida pelo atleta durante o teste, e uma redução na precisão técnica (principalmente do passe). Neste sentido, sugerimos que novas análises sejam realizadas entre modalidades e quanto à performance técnica de atletas de desportos individuais sob fadiga mental, bem como quanto à capacidade de reforço de recompensa durante testes máximos de atletas de desportos coletivos.

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