Resumo
Este trabalho é uma actualização conceptual e interpreativa de uma versão anteriormente publicada. O principal objetivo deste estudo foi compreender como a posição do alvo influencia os movimentos oculares em tarefas de navegação e informativas. A amostra consistiu em 20 estudantes universitários (13 mulheres, 7 homens, com idades entre 18-44 anos). Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico e realizaram duas tarefas: uma de navegação e outra informativa. Os movimentos oculares foram registados durante a execução das tarefas. Foi realizada uma MANOVA 2x2 para analisar combinações lineares de variáveis dependentes (duração das piscadelas, frequência das piscadelas e duração das fixações) entre tipos de tarefas e posições dos alvos. Os resultados revelaram diferenças significativas nos padrões de movimento ocular entre as tarefas. A tarefa de navegação apresentou durações médias de piscadelas mais curtas (204.236-1656.397 ms) e menos piscadelas (1.987-9.786) em comparação com a tarefa informativa (553.598-1864.440 ms; 9.648-20.040 piscadelas, respetivamente). Foram observados fortes efeitos de interação entre a duração média de fixação e a posição individual nas tarefas de navegação (ηp2= .216) e informativas (ηp2 = .176). Concluímos que a posição do alvo na tarefa de navegação influencia significativamente os movimentos oculares dos estudantes universitários, enquanto a posição individual afeta os movimentos oculares em ambas as tarefas de navegação e informativas. Estes resultados contribuem para a nossa compreensão de como as exigências das tarefas modulam a atenção visual e têm potenciais implicações para o design de interfaces de utilizador e tecnologia educacional.

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