ADIÇÃO À INTERNET: RELAÇÃO COM A SINTOMATOLOGIA PSICOPATOLÓGICA

  • Luís Afonso Ferreira Dept. Educação e Psicologia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.
  • Inês Carvalho Relva Dept. Educação e Psicologia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.
  • Otília Monteiro Fernandes Dept. Educação e Psicologia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.

Resumo

O presente estudo teve por objetivo averiguar as associações entre a adição à Internet e a sintomatologia psicopatológica. A amostra foi constituída por 418 participantes, entre os 18 e os 35 anos, que preencheram um questionário sociodemográfico, o Internet Addition Test, e as escalas de depressão, ansiedade, hostilidade e sensibilidade interpessoal do Brief Symptom Inventory. Foram analisadas as estruturas fatoriais e a consistências internas das escalas. Observamos que 87.8% dos participantes tinham adição leve a moderada, sendo o sexo masculino significativamente mais adicto. A adição à Internet foi positivamente associada à depressão, ansiedade, hostilidade, e sensibilidade interpessoal. Mais ainda, analisando as diferenças entre os três níveis de adição presentes na amostra foram encontradas diferenças significativas a nível da sintomatologia psicopatológica entre todos os grupos, com exceção da hostilidade. Desta forma, o nosso estudo conclui que a adição à Internet é uma problemática com associações à sintomatologia psicopatológica, realçando a necessidade de maior atenção por parte dos profissionais de saúde quanto aos hábitos desenvolvidos online e da perceção que o próprio indivíduo tem do seu grau de adição.

Publicado
Mar 16, 2018
Como citar
FERREIRA, Luís Afonso; RELVA, Inês Carvalho; FERNANDES, Otília Monteiro. ADIÇÃO À INTERNET: RELAÇÃO COM A SINTOMATOLOGIA PSICOPATOLÓGICA. PsychTech & Health Journal, [S.l.], v. 1, n. 2, p. 24-37, mar. 2018. ISSN 2184-1004. Disponível em: <http://psychtech-journal.com/index.php/psychtech/article/view/psychtech-v1n2a03-2018>. Acesso em: 25 abr. 2018. doi: http://dx.doi.org/10.26580/PTHJ.art7.2018.
Secção
Psicologia